domingo, 11 de março de 2012

Próximo encontro: 29/03

No dia 29/03 falaremos da introdução de novos alimentos.



A recomendação é amamentar exclusivamente ao seio até 6 meses e prolongadamente até 2 anos ou mais. E após seis meses? O que a criança pode comer? 
Como é preparada a comida? E os sucos? O que não deve ser oferecido?
Quais recipientes utilizar?

Este e outros assuntos serão abordados de acordo com a demanda dos participantes.

Local: Biblioteca Pública Ataliba Lago - Av. Sete de Setembro, 1160
Horário: 19 às 21h.
Público alvo: pais, mães, cuidadores, profissionais de saúde e demais interessados no assunto.

Pedimos a gentileza de levar uma contribuição para o lanche coletivo: suco, pão de queijo, fruta.
Até lá!

terça-feira, 6 de março de 2012

08 de Março – Teste da Violência Obstétrica – Blogagem coletiva


Quando falamos em violência contra a mulher sempre nos vem a mente a violência física. mas existem vários tipos de violência de gênero, segregações, discriminações, e existe a violência obstétrica, tão importante, tão comum e tão pouco combatida.
A informação é a chave da mudança, mas qual o motivo de fazê-lo especialmente em datas que são marcos das lutas das mulheres?
É simples: a violência obstétrica é violência de gênero, da mesma forma que a mutilação genital de meninas e mulheres de vários países da África, distante realidade; ou o estupro, mais próxima. Por ser de gênero, nada melhor do que aproveitar os dias em que todos os olhos estão postos nas mulheres para falar sobre isso – e agir sempre, todos os dias.
O grande problema da violência contra a mulher é que ela é, muitas vezes, considerada normal ou uma ressalva cultural, até mesmo por outras mulheres. Há alguns anos atrás – e ainda hoje – , era comum que mãe e amigas  aconselhasse a uma mulher que não denunciasse uma violência doméstica. Mulheres ao redor do mundo fazem sexo sem muita vontade, até sentindo dor, simplesmente porque acham que é direito do seu marido e seu dever prover a satisfação sexual do homem.
O principal incentivo à cesariana parte de mulheres que sofreram em seus próprios partos, vítimas de um tipo de violência incentivando um outro tipo. E a falta de esclarecimento e definição do que configura violência obstétrica, a vergonha de admitir que isso possa ter acontecido com você ou até mesmo o conforto da negação ou da ignorância são grandes empecilhos para o avanço dessa luta.
Porque a violência não acontece somente se você se sentiu violentada. Muitas vezes uma coisa que você não sabia que poderia – e deveria – ter sido feita de forma diferente, é um sinal de violência obstétrica. E o Teste da violência obstétrica tem a intenção de identificar alguns desses procedimentos ao mesmo tempo em que ajuda as mulheres a perceberem que podem ter sido violentadas.
Então mesmo que você ache que foi tudo bem no seu parto, tire uns minutinhos e responda o questionário, comente, participe da ação. Lembre-se que o dia 08 de Março é um dia de luta, de ação e reconhecimento. Receba homenagens por isso, mas aja também.

Próximo encontro: 26/10/2019